História da Arquitetura
O nosso cotidiano é cheio de afazeres: ir ao trabalho, levar as crianças à escola, ir ao supermercado, ao banco, ao dentista, ao cinema, ao salão de beleza, encontrar um amigo para um café, surfar, sentar-se no jardim da praia, e tantas outras funções que, obrigatoriamente ou não, ocupam o nosso dia a dia. Todas essas funções refletem-se na cidade e criam espaços apropriados a cada uma delas: a escola, o bar, o banco, o café, o escritório, o consultório. Quando saimos de casa para surfar, por exemplo, usamos os espaços da cidade (sua infra-estrutura) para ir até o quebra-mar: ruas, calçadas, o sinal para atravessar a avenida, os jardins e finalmente a praia, que não é obra do homem, mas foi apropriada por ele.
No nosso cotidiano usamos espaços projetados com o objetivo de proporcionar conforto ao nosso dia a dia, criar uma sensação de bem-estar, enquanto moramos ou trabalhamos, conforto proporcionado tanto pela beleza quanto pela funcionalidade. E este é o principal papel da arquitetura e do urbanismo: projetar e desenhar os espaços onde a vida acontece.
 
Desenhando e projetando nosso tempo e nossa história

Todos esses desenhos que definem a cidade procuram atender as necessidades de nosso atual cotidiano, de nosso tempo, de nosso atual modo de vida. Por mais moderno que aparente ser, esse desenho possui um limite, imposto pela técnica que conhecemos para construí-lo. Hoje as ruas necessitam de sinal nos cruzamentos, mas no futuro os carros poderão vir a voar e daí não teremos mais a necessidade do sinal. Ou seja, como não conhecemos esta tecnologia, temos sinal no cruzamento. O mesmo ocorre para a arquitetura: quando construímos um edifício, não o fazemos flutuando, por exemplo, porque ainda não conhecemos a técnica que o permita. Portanto, a arquitetura desenha o espaço de acordo com a técnica que conhecemos em nosso tempo e de acordo com as necessidades de nosso atual cotidiano.

A Arquitetura na história de Santos

Através da arquitetura presente em nossa cidade poderíamos montar um relato da evolução histórica de nossa sociedade. Os diferentes estilos, suas formas e desenhos, não existem à toa ou surgem do nada, mas sim porque possuem uma razão de ser que se fundamenta nas questões de um determinado momento de nossa história. E se cada momento da história surge a partir da evolução do momento anterior, podemos afirmar que um estilo surge em razão do estilo anterior, como sua evolução, como sua adaptação às novas tecnologias e novas questões que vão surgindo ao longo do tempo. Das linhas sóbrias da obra jesuíta no século XVI, passando pela imaginação do barroco no século XVII, pela perfeita proporção do neoclássico no sec XVIII, pela ostentação do eclético no sec XIX, pela racionalidade do moderno no século XX e até a irracionalidade do pós-moderno no século XXI, a arquitetura de Santos é rica justamente por poder contar nossa história e a história da humanidade.
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